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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Florais de Orquídeas


O que sentimos quando observamos as orquídeas, porque ficamos fascinados por essa flor. É seu perfume, sua forma detalhada, a dificuldade no cultivo, sua resistência, sua beleza?

Dr. Bach médico inglês, especialista em bacteriologia, imunologia e saúde pública ficava frustrado ao tratar seus pacientes da mesma doença com o mesmo medicamento e obter resultados diferentes. Começou a verificar então, que, as características individuais e personalidade eram diferentes e que de alguma maneira esses fatores interferiam na saúde dessas pessoas. Estudou também flores e plantas percebendo que suas essências poderiam nos auxiliar emocionalmente. As flores e plantas contem aspectos negativos e positivos e essas essências extraídas atuariam como lembretes de nossa própria natureza sadia e harmoniosa.

Em 1928, o pesquisador criou um Sistema de Terapia Floral com o objetivo de oferecer um apoio emocional para que as pessoas pudessem enfrentar as dificuldades diárias, tratando a maneira como se sentem, prevenindo, integrando e complementando o tratamento das doenças.

Para o médico saúde e felicidade são indissociáveis. Saúde seria a união perfeita entre corpo, mente e espírito. E doença seria única e puramente corretiva, não vingativa, nem cruel, mas o meio adotado por nossas almas, impedindo-nos de cometer erros maiores, obstar a que façamos mais mal, trazendo-nos de volta ao caminho da verdade e da luz, do qual nunca deveríamos ter saído.


O mais conhecido e utilizado floral em todo mundo é o Rescue Remedy que quer dizer resgate em inglês, e é indicado em situações de emergências (choque, pavor, nervosismo, acidente), sofrimentos prolongados (apoio ao tratamento e na luta contra a doença), e medos por antecipação (entrevista de trabalho, ida ao dentista, e ou antes de uma cirurgia).

Desde 1976, a terapia floral do Dr. Bach faz parte de medicinas alternativas aprovadas pela Organização Mundial da Saúde. Não sendo um método que se destine a substituir os métodos convencionais de cura, aos quais pode até ser acrescentado para acelerar a eficácia dos tratamentos, tem a vantagem de ser uma terapia natural sem efeitos nocivos, podendo por isso ser usada sem contra-indicações.

Nos florais de Bach não encontramos essências de orquídeas, entretanto ele abriu a possibilidade para que muitos outros sistemas florais fossem desenvolvidos depois, em todas as regiões e com uma infinidade de flores e plantas diferentes. Em alguns desses sistemas encontramos essências florais de orquídeas como, por exemplo: os Sistemas de Gaia, Sistema Florais das Orquídeas da Amazônia, Sistema Floral dos Golfinhos. Para esses sintonizadores as orquídeas são flores de altíssima categoria, bastante especializadas em sua forma, na sua polinização e vivem normalmente nas alturas, elevando os mais puros sentimentos.

No sistema Floral de Gaia temos a Orquídea do Cardoso – Epidendrum ibacuense que faz com que as pessoas tomando este floral focalizem e direcionem a vontade de concretizar seus objetivos, com determinação clara, respeitando os ciclos, os ritmos e as pessoas que os cercam.

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Nos Florais de Orquídeas do Amazonas são 18 essências de orquídeas. Dentre elas encontramos o floral da orquídea Cattleya warscewiczii (Orquídea Abundância). Normalmente encontrada numa altura de 500 a 1500m. Esta essência nos abrirá para receber e dar, deixando-nos livres, generosos e em paz. Como outro exemplo, temos a Vanda tricolor (Orquídea Alegria) que trabalha os estados de ânimo. Especialmente indicada para pessoas que se sentem tristes e deprimidas

O Sistema Floral dos Golfinhos são 31 essências de orquídeas até o momento. Para a pesquisadora do sistema Laís Cristina Médici as orquídeas elevam nossos níveis de consciência, permitindo acessar nossas qualidades e viver com mais harmonia. Do Oncidium flexuosum foi extraído o floral Arrá, para pessoas estressadas, com o sistema nervoso alterado, que querem fazer tudo ao mesmo tempo e que precisam de paz, serenidade e descanso.

O Dendrobium nobile se transformou no floral Irrá, para pessoas que vivem na defensiva, que se tornaram rígidas e amargas devido a traumas em relacionamentos amorosos, familiares, decepções com amigos. Este floral faz com que, se voltem para o fundo de sua alma e redescubram novamente o amor, sejam mais otimistas e transparentes.

Até que ponto cultivando orquídeas sentimos os efeitos destas flores?
É certo que pesquisas e estudos são necessários para se conhecer e explicar como a terapia floral age, pois mesmo animais, plantas e pessoas em coma responderam ao tratamento. Mas o importante é que, cada vez mais as pessoas estão se beneficiando com mudanças positivas de comportamentos arraigados e desenvolvendo um conhecimento mais profundo de si mesmas.

Bibliografia:
1. Howard, Judy. Crescendo com as Essências Florais de Bach. Ed. Aquariana. São Paulo. 1994.
2. Korte, Andreas; Hofmann, Antje. Florais de orquídeas do Amazonas. Ed. Gente. São Paulo. 1997.
3. Medici, Laís Cristina. Ciência Secreta dos Golfinhos. São Paulo. 2005
4. Stern, Claudia. Tudo o que você precisa saber sobre os remédios florais de Bach. Ed. Pensamento. São Paulo. 1992.

domingo, 3 de maio de 2009

Ilha do Francês - Florianópolis



Ao norte da Ilha de Santa Catarina, situada em frente à praia de Canavieiras. É uma pequena ilhota de 66.987,50 m². Pertenceu ao início do século a Inácio Schroeder, que a transformou num viveiro de orquídeas raras e belíssimas. A ilha chama muita atenção também pela sua bela paisagem cercada por altos rochedos, mata verde e uma pequena enseada, um verdadeiro paraíso para fauna aquática e aves.

Conta a lenda que um refugiado francês se escondeu por lá, mas nada se sabe de concreto.

Em 1884, data o primeiro registro de ocupação, encontrado na Delegacia do Patrimônio da União em Santa Catarina. Na época era chamada de Ilhota, e o porto da Igreja Matriz da Freguesia de São Francisco de Paula de Canavieiras era o seu principal ponto de referência. Desde esta data é propriedade particular, excluída a orla por determinação legal.

A Ilha do Francês é conhecida por muitos nomes, já foi Ilha do Inglês, do Ignácio, Ilha do Alemão e atualmente é chamada de Ilha do Argentino, sempre de acordo com seus donos.

Segundo consta a escritura de venda arquivada no Patrimônio da União, em 1894 foi vendida a João Ignácio Schroeder. Encantado com a profusão de orquídeas selvagens, Ignácio tratou de montar um orquidário.

Mais tarde passou foi comprada por um inglês John Williamson, que ficou de posse da ilha de 1916 a 1938.

Depois dessa data foi para as mãos de Antônio Muniz Barreto, um argentino de origem brasileira. Barreto foi o responsável pelo auge da beleza da Ilha do Francês, incrementando o orquidário e criando jardins com flores raras, importadas do mundo todo.

Segundo contam os moradores mais antigos, o argentino era apaixonado pela ilha, queria morrer e ser enterrado lá. Vinha só passar férias. Quando envelheceu e adoeceu, os filhos não o trouxeram mais para o local. Entretanto um pouco antes de morrer, os filhos realizaram seu sonho. Um ex-empregado da família conta que seu Antônio Muniz Barreto, chorou como criança quando desembarcou na praia.

Hoje a Ilha do Francês pertence aos netos do argentino com alma brasileira e apaixonada por orquídeas.

www.jurere.com.br/site/content/jurerecom/content/historia/news2.asp

sábado, 24 de janeiro de 2009

POUSADA VITÓRIA - STA ROSA DE LIMA - SC


A vantagem de não ter casa na praia, nem sítio e morar num apartamento pequeno é que assim acabamos conhecendo vários lugares diferentes.
Agora depois do Natal, enquanto todo mundo fica nas praias, vamos para a serra de Santa Catarina.
Quando pergunto ao Márcio onde fica esta cidade, ele me manda o site da Pousada Vitória ou Pousada da Dida.
http://www.acolhida.com.br/destinos/santa-rosa/pousada-dida.html. Convenceu-me! Adorei as fotos da região, da pousada e da dona. O site mostra a localização de Santa Rosa de Lima, as diversas pousadas que fazem parte de uma Associação chamada Acolhida na Colônia, do ecoturismo da região, as atividades realizadas pelos agricultores e até as especialidades culinárias.
No caminho fiquei maravilhada com a quantidade de bromélias e Oncidiuns floridos. Escutamos vários pássaros, vimos tirivas, pica-pau, canários e borboletas de todas as cores.
Depois de passar pelo canteiro de obra da Usina Hidroelétrica de Santa Rosa, pra frente uns 3 km chegamos à Pousada da Dida.

Quando paramos o carro, só o que vi foram orquídeas amarradas em praticamente todas as árvores. Em cima de uma mesa de madeira, pedaços de xaxins com seedlings de Pleurothallis, Maxillarias, e outras micro-orquídeas. Na frente da casa onde ficaríamos mais Dendrobium, Oncidium, Laelia e outras espécies de Pleurothallis, Maxillarias, Octomeria, Rodriguesia, Capanemia.
Perguntando para a Dida quem era o aficionado, ela me fala de seu filho Jackson. No mesmo dia à tardinha conheci um rapaz muito simpático e inteligente de 15 anos. Nos dias que se passaram este rapaz nos levou para várias trilhas, algumas dentro da Pousada e outras em região preservada pelos eco-agricultores, nunca havia visto tanta orquídea em tão pouco tempo. Jackson não sabe o nome de todas as orquídeas que cultiva mais nas trilhas, na mata fechada, me faz olhar pra cima e pra baixo e admirar as nativas.
Contou-me que ele e seu pai recolheram várias espécies de bromélias e orquídeas em áreas desmatadas para plantações de fumo, eucalipto e durante a construção da barragem da Usina hidroelétrica.
Dida e sua família são apicultores filiados da AGRECO (Associação dos Agricultores Ecológicos das Encostas da Serra Geral)
http://www.agreco.com.br/.
O mel é produzido na propriedade e seu sabor é suave, orgânico, puríssimo, quem sabe devido às orquídeas abundantes da região.
A Pousada Vitória também faz parte da Acolhida na Colônia. As famílias que participam do Programa têm normas a serem seguidas onde 50% do alimento que é oferecido devem ser produzidos na propriedade e 30% dos vizinhos da região. Até o açúcar cristal e a farinha de trigo são orgânicos.

Isso tudo fortalece a economia do desenvolvimento sustentável de toda a região, estimulando uma vida mais saudável e com mínimo prejuízo ao meio ambiente. E nos faz ter alguma esperança que existirão pequenos santuários preservados no futuro.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

FILME: Adaptação


CURIOSIDADE: PARA ASSISTIR

Filme Adaptação (Adaptation) de 2002
Dirigido por Spike Jonze o mesmo de “Quero ser John Malkovich”.
O elenco é composto por:
Nicolas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper e Brian Cox.
O filme conta a estória de um diretor contratado para realizar o roteiro de um filme baseado em um livro chamado “O Ladrão de Orquídeas”. É interessante assistir porque durante o filme o colecionador de orquídeas nos descreve sobre seu interesse por esta planta espetacular.

CRÔNICA: Orquídeas e seus Florianopolitanos

Fazia uns quinze dias desde a última vez que estivemos na Praça Esteves Jr. e vimos inúmeros botões de Cattleya leopoldii. Estavam a uns 15 metros de altura nas palmeiras imperiais e mais baixo na amendoeira. Não contei o número de plantas mais dava gosto para qualquer orquidófilo ou pessoa que admira a natureza olhar pra cima.
Depois de convidar meus amigos da ASSOF para visitar àquela maravilha bem no centro de Florianópolis, a disposição de todos, Dr. Gilmar sugeriu-me descobrir como as orquídeas pararam lá em cima. Seria ótimo resgatar um pouco a história das orquídeas na nossa ilha.
Hoje, domingo, de mão dada com o Márcio, olhando o Pedro, que dispensa comentários e Beto, nosso queridíssimo sobrinho, andando de bicicleta nas ruas desertas do centro; fico pensando como pequenas coisas podem nos fazer tão felizes.

Contei do nosso objetivo que seria chegar à Praça Esteves Jr., Pedro e Beto foram na frente pedalando. Pensava nas orquídeas se estariam abertas.
Depois de passar pela Curia Metropolitana, volta Beto correndo, gritando que Pedro havia se machucado e que uma senhora estava cuidando dele.
Andamos mais rápido. Chegando à pracinha já vejo meu filho sorrindo. Não foi nada sério, nada que um abração e um beijo não resolvessem. Fui agradecer a senhora que olhava pra mim com olhos amorosos e tranqüilos. Disse-me que tentou tranqüilizar os dois e que o dono da Banca de Jornal deu uma garrafinha de água.
Seu Altair Castro não me deixou pagar a água, falou que era por conta dele, que essas coisas aconteciam. Beto e Pedro então compraram gibis. Depois de me apresentar, comecei a falar das Cattleyas. Seu Altair, não sabia se alguém havia plantado, mas me mostrou os passarinhos, com seus ninhos entre as orquídeas. Contou-me que os plátanos, que foram cortados, também estavam cheios de orquídeas. Observamos a amendoeira com outras espécies.
A espécie Cattleya leopoldii, é uma planta forte, com folhas espessas e coriáceas. Suas flores são pequenas e abundantes, normalmente florescendo de dezembro a janeiro. A durabilidade das flores varia de 20 a 30 dias e exalam um perfume adocicado parecido com cravo. A história da Cattleya leopoldii é bem interessante. Centenas de orquídeas conhecidas como Cattleya guttata Lindley foram coletadas na região sul do Brasil e levadas para a Europa por uma firma belga. Em homenagem ao rei Leopoldo, da Bélgica, que era apaixonado por orquídeas, recebeu o nome de Cattleya guttata variedade leopoldii.
Despedi-me de Seu Altair deixando o último boletim da ASSOF e me encaminhei, em seguida, para a floricultura Bella Flor Floripa, quem sabe o dono tivesse mais alguma informação. Seu Nelson Costa me contou a história que estivera procurando. As orquídeas haviam sido plantadas há muito tempo pelo antigo floricultor da Praça Esteves Jr., Jorge Krüeger. Eu estava ansiosa para saber mais, afinal para alguém que não é jornalista, já tinha chegado bem longe. Pedi o telefone de Seu Jorge para poder conversar com alguém tão especial que havia plantado orquídeas belíssimas em praça pública, pra todos admirarmos.
Foi quando soube que Seu Jorge havia sofrido um derrame, que como seqüela estava com dificuldade na fala, mas que daria o celular da sua filha Manuela.
Tudo isso foi muito rápido, não mais que uma hora. Mas a emoção foi intensa. Que pessoas! Ajudaram-me livres de qualquer receio, desinteressadas e generosas. São os florianopolitanos, independente se nasceram aqui ou não, pessoas de bem, que reconhecem que um precisa do outro e que cada momento é uma oportunidade de trocar amor.

Manuela uma Orquídea
Enrolei bastante antes de telefonar para Manuela. Estava meio sem jeito, tenho dificuldade em falar no celular. Mas resolvi enfrentar. Pensei em várias introduções e liguei.
Quem me atendeu, me desarmou. Uma voz doce, de uma moça que parece boníssima, gentil, inteligente, cativante e super atenciosa. Disse-me que teria o maior prazer em ajudar, me passou seu e-mail para nos comunicarmos, pois precisava falar com calma com seu pai sobre o assunto.
Muitas mulheres se parecem com flor. Tive certeza, Manuela é uma orquídea.
Não tardou para me enviar um e-mail carinhoso. Seu pai e outras pessoas amarraram as Cattleyas e outras orquídeas há mais ou menos 25 anos. Plantaram nas árvores da praça com escadas bem altas para que ninguém pudesse pegar. As orquídeas foram compradas ou doadas por amigos e moradores da região.
Seu Jorge Krüeger passou para sua filha, que por incrível que pareça, não eram os jovens que tentavam pegar as plantas e sim as pessoas de mais idade.
Os passarinhos foram os responsáveis por disseminar as mudas e aumentar a quantidade.
Manuela me explicou que seu pai não recordava de mais nada.
Fiquei pensando em Manuela, seu pai, nas pessoas que ajudaram a plantar as orquídeas, nas pessoas que me ajudaram a descobrir a verdade, nas orquídeas floridas majestosas e inalcançáveis, nos passarinhos... tudo em harmonia.